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Os agentes modeladores ou modificadores do relevo

por Mäyjo, em 24.03.16

Principais formas de relevo: montanhas, planaltos, planícies e depressões.


O relevo é o resultado da ação das forças endógenas (agentes internos) e exógenas (agentes externos) que agiram e agem no decorrer dos anos e das eras geológicas. Essas forças são chamadas agentes do relevo. Quando essas forças ou agentes agem de dentro para fora da Terra, são denominados agentes formadores internos (endógenos), como a tectónica, o vulcanismo e os abalos sísmicos. Quando ocorrem da atmosfera para a litosfera, isto é, na superfície, temos os agentes modeladores externos (exógenos) do relevo, como: as chuvas , o gelo, mares, rios, animais e vegetais e o próprio homem (ação antrópica) que altera (construindo e/ou reconstruindo e/ou destruindo) a superfície do planeta.

 


 

Meteorização 


A meteorização é um conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas provocando a sua desintegração ou decomposição.

A rocha decomposta transforma-se num material chamado manto, um resíduo que repousa sobre a rocha matriz, sem ter ainda se transformado em solo.

As rochas podem partir-se sem que se altere sua composição: é a desintegração física ou mecânica. Nos desertos, as variações de temperatura entre os dias e as noites chegam ao ponto de partir as rochas.

Nas zonas frias, a água que se infiltra na rachadura das rochas pode congelar, se dilatar e partir a rocha, num processo denominado gelivação. A meteorização química acontece quando a água, ou as substâncias nela dissolvidas, reage com os componentes das rochas. Nesse processo, as rochas modificam sua estrutura química, sendo mais facilmente erodidas, com o material sendo levado pelos agentes de transporte (vento, chuva, rios).

O oxigénio que existe na água oxida os minerais que contêm ferro e forma sobre as rochas o que costumamos chamar de ferrugem. A ação da água sobre o granito, por exemplo, converte-o em quartzo e argilas.

 

A ação das águas das chuvas: quando as chuvas caem sobre a Terra, suas águas podem seguir três caminhos: evaporar-se, indo para a atmosfera; infiltrar-se no solo até aos lençois freáticos; e escorrer pela superfície da Terra, sob a forma de enxurradas e torrentes. São um dos mais eficazes agentes de erosão, muitas vezes causando deslizamentos.

 


 

Agentes internos


Tectónica


Os movimentos tectónicos resultam de pressões, vindas do interior da Terra e que agem na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos e baixamentos. Os movimentos resultantes de pressão vertical são chamados epirogenéticos. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. Esses movimentos ocasionados por pressão horizontal são chamados orogenéticos.

O diastrofismo (distorção) caracteriza-se por movimentos lentos e prolongados que acontecem no interior da crosta terrestre, produzindo deformações nas rochas. Esse movimento pode ocorrer na forma vertical (epirogênese) ou na horizontal (orogênese).

A epirogênese ou falhamento consiste em movimentos verticais que provocam pressão sobre as camadas rochosas resistentes e de pouca plasticidade, causando rebaixamentos ou soerguimentos da crosta continental. São movimentos lentos que não podem ser observados de forma direta, pois requerem milhares de anos para que ocorram.

A orogénese ou dobramento caracteriza-se por movimentos horizontais de grande intensidade que correspondem aos deslocamentos da crosta terrestre. Quando tais pressões são exercidas em rochas maleáveis, surgem os dobramentos, que dão origem às cordilheiras. Os Alpes e os Himalaias, entre outras, originam-se dos movimentos orogénicos. A orogénese também é responsável pelos terremotos e maremotos.

Vulcanismo


Chama-se vulcanismo às diversas formas pelas quais o magma do interior da Terra chega até à superfície. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos (lavas, material piroclástico e fumarolas). Esses materiais acumulam-se num depósito sob o vulcão até que a pressão gerada faça com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem. O relevo vulcânico caracteriza-se pela rapidez com que se forma e com que pode ser destruído.

Localização dos vulcões: A maioria dos vulcões da Terra está concentrada em duas áreas principais: Círculo de Fogo do Pacífico: desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas, onde se concentram 80% dos vulcões da superfície.

Outras localizações: América Central, Antilhas, Açores, Cabo Verde, Mediterrâneo e Cáucaso.

Abalos sísmicos ou terremotos


O terremoto ou sismo se ocorre devido aos movimentos convectivos que ocorrem na astenosfera. Esses movimentos forçam as placas tectônicas da litosfera (camada rochosa) movendo-as, como resultado as placas podem se chocar (formando bordas convergentes), se separar (formando bordas divergentes) ou deslizar (formando bordas transformantes). O terremoto é resultado do alívio da pressão que existe entre essas placas gerando, desta maneira, uma vibração. Essa vibração propaga-se através das rochas pelas ondas sísmicas. O ponto do interior da Terra onde é gerado o sismo é designado por hipocentro ou foco enquanto que o epicentro é o ponto da superfície terrestre. Os sismógrafos são os aparelhos que detectam e medem as ondas sísmicas. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Mercalli Modificada, que mede os danos causados pelo sismo.

 


Agentes externos:


Os agentes externos modificam o relevo, estes são: as águas do mar, dos rios e das chuvas, o gelo, o vento e o homem, causando a erosão marinha, erosão fluvial, erosão pluvial, erosão glacial, erosão eólica e erosão antrópica.Eles agridem a superfície terrestre fazendo dela formatos e tamanhos diferentes.

Os glaciares


Em algumas zonas de clima muito frio, a neve não derrete durante o verão. O peso das camadas de neve acumuladas durante invernos seguidos acaba por transformá-la em gelo. Quando essa enorme massa de gelo se desloca, corre como um poderoso rio de gelo. Os glaciares realizam um trabalho de erosão nas rochas que as cercam, formando vales em forma de U. Os sedimentos transportados pelos glaciares são chamados moreias.

Rios, os grandes construtores


A união de várias correntes acaba formando os rios, que são correntes de água com leito definido e vazão regular. A vazão pode sofrer mudanças ao longo do ano. Essas mudanças devem-se tanto a estiagens prolongadas quanto a cheias excecionais, às vezes com efeitos catastróficos sobre as populações e os campos.

Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito, que pode sofrer variações ao longo do percurso.

 

Ao lonfo do seu curso, os rios realizam três trabalhos essenciais para a construção e modificação do relevo:


  • Erosão, ou seja, escavação dos leitos. Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito;

  • Transporte dos sedimentos, os chamados aluviões;

  • Sedimentação, quando há a formação de planícies e deltas.


Podemos dividir o caminho que o rio percorre da nascente até a foz em três porções que podem ser comparadas com as três fases da vida humana: curso superior, equipara-se à juventude; o curso médio equivale à maturidade; e o curso inferior, à velhice.

Curso superior: O curso superior do rio é sua parte mais inclinada, onde o poder erosivo e de transporte de sedimentos é muito intenso. A força das águas escava vales em forma de V. Se as rochas do terreno são muito resistentes, o rio circula por elas, formando gargantas ou desfiladeiros.

Curso médio: No curso médio do rio, a inclinação se suaviza e as águas ficam mais tranquilas. Sua capacidade de transporte diminui e começa a depositar os sedimentos que não consegue transportar.

Na época das cheias, o rio transborda, depositando nas margens grande quantidade de aluviões. Nessas regiões formam-se grandes planícies sedimentares, onde o rio descreve amplas curvas, chamadas meandros. A sedimentação é um processo muito importante para a humanidade. Culturas antigas, como as do Egito, Mesopotânia e Índia, estão relacionadas com a fertilidade dos sedimentos depositados por rios.

Curso inferiror: O curso inferior do rio corresponde às zonas próximas de sua foz. A inclinação do terreno torna-se quase nula e há muito pouca erosão e quase nenhum transporte. O vale alarga-se e o rio corre sobre os sedimentos depositados.

A foz pode estar livre de sedimentação ou podem surgir aí acumulações de aluviões que dificultam a saída da água. No primeiro caso, recebe o nome de estuário e no segundo, formam-se os deltas.

Abrasão marinha



A ação das águas do mar


O que é? O mar exerce um duplo trabalho nos litorais dos continentes. É um agente erosivo, que desgasta as costas em um trabalho incessante de destruição chamado abrasão marinha. As águas dos mares e oceanos desgastam e destroem as rochas da costa mediante três movimentos: as ondas, as marés e as correntes marítimas. Ao mesmo tempo, o vaivém de suas águas traz sedimentos que são depositados nos litorais, realizando um trabalho de acumulação marinha.

A ação contínua das ondas do mar ataca a base, os paredões rochosos do litoral, causando o desmoronamento de blocos de rochas e o conseqüente afastamento do paredão.

Esse processo dá origem a costas altas denominadas falésias. 


Ação das ondas


Quando a costa é formada por rochas de diferentes durezas, formam-se reentrâncias (baías ou enseadas) e saliências no lado escarpado, de acordo com a resistência dessas rochas à erosão marinha. A ação da água do mar pode transformar uma saliência rochosa do continente em uma ilhota costeira.

Se um banco de areia se depositar entre a costa e uma ilha costeira, esta pode unir-se ao continente, formando então um tômbolo. Caso um banco de areia se deposite de modo paralelo à linha da costa, fechando uma praia ou enseada, poderá formar uma restinga e uma lagoa litoral.

As praias são depósitos de areia ou cascalho que se originam nas áreas abrigadas da costa, onde as correntes litorais exercem menos força. Quando o depósito de areia se acomoda paralelamente à costa, formam-se as barras ou bancos de areia.

Ação dos ventos


O vento é o agente com menor poder erosivo, pois só pode mover partículas pequenas e próximas do solo. Estas pequenas partículas são chamadas de sedimentos. Ainda assim, ele transporta partículas finas a centenas de quilómetros de seu lugar de origem. A ação erosiva do vento, que atinge o ponto máximo nas zonas desérticas, secas e de vegetação escassa, também contribui para a destruição do relevo da Terra. O vento desprende as partículas soltas das rochas e vai polindo-as até transformá-las em grãos de areia.

 

A erosão eólica tem dois mecanismos diferentes:

A deflação, que é a ação direta do vento sobre as rochas, retirando delas as partículas soltas;

A corrosão, que é o ataque do vento carregado de partículas em suspensão, desgastando não só as rochas como as próprias partículas.

O trabalho de movimentação das pequenas particulas dá origem a novas formas de relevo ao depositá-las nas praias e nos desertos, onde pode formar grandes acumulações móveis conhecidas como dunas. São enormes montes de areia acumulada pelo vento e que mudam frequentemente de lugar.

As dunas são elevações móveis de areia, em forma de montes. Numa duna podem ser distinguidas duas partes: uma área de aclive suave ou barlavento, pela qual a areia é empurrada, e uma área de declive abrupto ou sotavento, por onde a areia rola ao cair.

As dunas deslocam-se a velocidades que podem ultrapassar 15 metros por ano. Quando o avanço das dunas ameaça as populações humanas ou a plantação, colocam-se obstáculos, tais como estacas, muros ou arbustos, para detê-las.

Os ventos atuam, em especial, no litoral e no deserto, agindo constantemente na formação e transformação do relevo, essa é denominada de erosão eólica, um exemplo comum são as dunas formadas parcialmente de sedimentos.

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publicado às 10:28

Como fazer um resumo

por Mäyjo, em 02.10.11
Uma apresentação útil para Estudo Acompanhado.

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publicado às 16:51

Técnicas úteis ao escrever um resumo

por Mäyjo, em 01.10.11
Para quem tem dificuldades em fazer resumos, aqui ficam algumas dicas.

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publicado às 16:40

Resumo da matéria - Turismo - 8º ou 9º Ano

por Mäyjo, em 15.07.09

Sei que as aulas já acabaram (por agora) e que estamos em época de férias (para alguns!).

Mas este é um espaço que pretende ser um banco de informação para ajudar os alunos, sempre que necessário. Assim, deixo aqui um resumo de um tópico que tem tudo a ver com a altura do ano: O TURISMO!

 

O resumo não é de minha autoria, e para dizer a verdade perdi o link. Assim, se o autor por aqui passar, peço desculpa por não dar os respectivos créditos (é só deixar a informação que será de imediato actualizado).

 

TURISMO

 

 

É bastante difícil definir turista, devido a que se trata da actuação de um indivíduo/pessoa em viagem, cuja decisão foi tomada com base em várias percepções, motivações, restrições, interpretações e incentivos, o que representa as suas manifestações, atitudes e actividades, tudo relacionado com factores psicológicos, educacionais, culturais, étnicos, económicos, sociais e políticos, entre muitos outros. Essa viagem engloba uma multiplicidade de agentes institucionais e empresariais desde que o viajante parte até que volte ao seu local de destino.
Poder-se-á dizer que esta situação também se estende ao próprio turismo como sector de actividade que, sendo fundamentalmente económica, tem igualmente significados, implicações, relações e incidências tanto sociais como culturais e ambientais.
É importante salientar que a ONU (Organização das Nações Unidas), elaborou a sua definição de turista em 1954, e esta define que: “Será turista, qualquer pessoa que permaneça num país estrangeiro mais de 24 horas e menos de 6 meses, sem distinção da raça ou religião”.
Contudo, a definição de turista deve ser confrontada com a definição de turismo, isto é, o conjunto de relações e fenómenos produzidos pelo deslocamento e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que estes não sejam motivados por uma actividade lucrativa principal, permanente ou temporária.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, a expressão "turismo cultural", aponta no sentido de englobar os movimentos de pessoas que obedecem a motivações essencialmente culturais, onde podemos incluir modalidades diversas como viagens de estudo, digressões artísticas, viagens culturais, visitas a sítios e monumentos históricos que têm por objecto a descoberta da natureza, o estudo do folclore ou da arte, entre outras, devendo assim, distinguir o turismo cultural dos efeitos culturais do turismo.
O turismo pode ser entendido como um fenómeno complexo implicando um sentido de relação social em muitas esferas da vida social, uma  forma de colonialismo e de conquista de amizade, um tipo de relações étnicas, um processo de aculturação, uma forma de migração, um símbolo de liberdade e das características de escolha pessoal do individualismo ocidental.
A identificação dos tipos de turismo resulta das motivações e das intenções dos viajantes, podendo seleccionar-se uma enorme variedade, dada á grande diversidade dos motivos que levam as pessoas a viajar.
A diversidade de motivações turísticas traduz-se por uma diversidade de tipos de turismo. Como as regiões ou os países de destino apresentam também uma grande diversidade de atractivos, a identificação dos vários tipos de turismo permite avaliar a adequação da oferta existente ou a desenvolver  ás motivações da procura.
Embora as razões que levam os homens a viajar sejam  extremamente variadas e, muitas vezes, se misturem na mesma pessoa, é possível distinguir certos tipos de turismo
Poder-se-á dizer que o turismo alternativo divide-se em seis campos, isto é: nas motivações, características dos praticantes, destinos preferidos, tipos de alojamentos, organização das viagens, e controlo e gestão da actividade. Este, não pode ser definido por um ou outro destes componentes, mas, pela presença obrigatória de todos eles e pelas relações vitais mantidas entre eles.
 
Turismo de massas
Este tipo de turismo é realizado pelas pessoas de menor nível de rendimentos, viajando na sua maioria, em grupos, sendo escassos os seus gastos, a sua permanência de curta duração, ocupando, em regra, os estabelecimentos hoteleiros de menor categoria e os meios complementares de alojamento (parques de campismo, apartamentos, quartos particulares, entre outros).
Assim, podemos apontar as seguintes características ao turismo de massas:
·   Os motivos que estão na origem das deslocações prendem-se, fortemente, com a necessidade de evasão ao meio e com o efeito de imitação;
·   Nas deslocações, a preferência, nos transportes, é dada ao automóvel, ao autocarro, aos voos “Chart “;
·   A época de férias situa-se, predominantemente, no Verão, em especial, em Julho e Agosto, no caso Europeu;
·   Utiliza-se geralmente, alojamentos de baixa categoria;
·   O turismo de massas orienta-se, em particular, para os centros de maior concentração turística;
·   É muito afectado pelos movimentos políticos e sociais e fortemente condicionado pela situação económica e pelas medidas de carácter restritivo.
 
A massificação passou a ser uma característica inerente ao turismo que se irá acentuando com o cada vez maior acesso  das pessoas ás viagens.
À medida que se acentua o grau de urbanização, que aumentam os rendimentos e se banaliza a informação aumenta a aparência das pessoas pelas viagens que tendem a passar, normalmente, as suas férias fora da área  da sua residência.
O aumento do  grau de massificação do turismo daí resultante leva á intensificação da utilização das infra- estruturas e equipamentos turísticos, á excessiva utilização dos espaços e, muitas vezes, á sua destruição, perverte a calma e o repouso que está na origem de importantes correntes turísticas, degrada os monumentos e os centros históricos e destrói o património natural mais sensível.
A massificação do turismo é um facto inelutável e seria absurdo lutar contra ele ou ignorá-lo. O que é fundamental, é compreender e conhecer com profundidade os fenómenos que provoca e tomar as medidas que evitem os seus efeitos nefastos, ou seja, o acesso indiscriminado  e massificado a esses bens turísticos  pode destrui-los ou danifica-los irremediavelmente. Em muitos casos, já é impossível  visitar alguns monumentos históricos, como palácios ou mesmo museus em virtude das multidões que os invadem impedirem a observação dos objectos expostos.
Turismo alternativo
O turismo alternativo é sugerido como a mais apropriada forma de desenvolvimento turístico nos países em vias de desenvolvimento, em vez do turismo de massas favorecido por muitos governos. Mas, os turistas interessados neste tipo de turismo estão frequentemente interessados em atracções especificas, particularmente de animais, de montanha, de locais culturais ou das pessoas, que não devem ser encaradas não apenas na óptica de motivações e atracções, mas também do relacionamento entre elas.
Existem várias modalidades de turismo alternativo. Entre estas, podemos referir vários conceitos e definições, de entre os quais destacam-se:
·   O Turismo Étnicosignifica viagens para o meio social dos indígenas onde os turistas interagem com os residentes locais, visitando as suas casas, observando a sua rotina diária, e participando em acontecimentos rituais;
·   O Turismo Cultural enfatiza os estilos de vida do passado representados através de desempenhos e festivais. Este faz parte de um conjunto em que cartões postais, recordações, livros, cafetarias e honorários livres constituem elementos essenciais dos pacotes;  
·   O Turismo Histórico envolve visitas a monumentos, museus e ruínas de importância histórica.
Inserido no turismo histórico encontra-se o Turismo Literário. Este constitui um meio que permite ás pessoas conviver  com determinadas fantasias, não apenas sobre livros e autores favoritos, mas também um conjunto de outras atitudes  e outros valores culturalmente assumidos. Nesta óptica o turismo é uma forma de expressão  cultural e de comunicação que envolve a apropriação de imagens entre diferentes sistemas simbólicos.
·   O Turismo Ambiental orienta-se para actividades em áreas remotas de interesse paisagístico. Este pode também designar-se por turismo ecológico ou Ecoturismo  referindo-se a turistas que viajam para um determinado sítio natural, tendo apenas em conta a amenidade e o valor recreativo resultantes do contacto com alguns aspectos do mundo natural.
·   O Turismo Recreativo representa a participação ou a observação de actividades desportivas.  
·   O Turismo Religioso há que distinguir entre turistas religiosos, que visitam um destino de significado para uma religião especifica, que pode não estar relacionada com uma viagem de lazer ou fazer parte de uma viagem de objectivos múltiplos, sendo parte de peregrinação e parte de férias, e turistas de herança religiosa, que viajam em grupo de afinidade com uma orientação especifica religiosa, nunca encarando a sua deslocação de herança  religiosa como férias, ainda que possa ser um módulo dentro das férias.  
·   Turismo Desportivo  no âmbito desta rubrica há que distinguir entre turismo desportivo, isto é, aquele que é praticado pelos próprios turistas e o desporto turístico, isto é, a actividade de espectáculo público em que os turistas participam como espectadores. O turismo desportivo é aquele que tem maior interesse para o turismo do que o desporto turístico porque este tem percentualmente menor projecção para os turistas e os núcleos receptores não poderiam subsistir com atracções constituídas por espectáculos periódicos de uma actividade desportiva. O turismo desportivo permite uma melhor organização da oferta turística pela resposta a motivações múltiplas, como pode transformar-se num produto turístico consistente e duradouro.
Entre as várias modalidades genericamente classificáveis como turismo alternativo destacam-se as vocacionadas para o desporto e actividade física, mas há que Ter em conta que as atitudes das pessoas  face a modalidades de turismo alternativo, nomeadamente as relacionadas com a natureza, ou identificáveis com o turismo activo, dependem logicamente, da idade, embora, em certos casos, de uma forma aparentemente contraditória.
Nos domínios do desporto, as motivações e as modalidades mais atractivas encontram-se também em mudança.   A típica actividade de lazer e desporto deve ser encarada como um elemento suplementar entre actividades de férias disponíveis, pois, nos programas de férias, as actividades desportivas  são importantes na fase inicial em que as pessoas fazem a transição difícil entre o tempo de trabalho, sempre orientado pela eficácia, e o comportamento contemplativo e o relax de férias.
É também de salientar que se tem assistido nos últimos anos a um desinteresse  crescente pela prática desportiva tradicional, dando prioridade às actividades lúdicas, perfeitamente inscritas num contexto consumista e individualista. Assim, as actividades de ar livre aparecem, como alternativa para a ocupação de tempos livres, promovendo-a, de forma competitiva ou não, entre os seus praticantes, pelo que hoje, o desporto e a cultura deverão encontrar estratégias comuns.
Perante a diversidade dos conceitos de turismo alternativo, turismo rural, agroturismo, turismo verde e expressões semelhantes, pode admitir-se que contribuem para a confusão reinante e criam mitos novos num mundo saturado de velhos mitos, lendas e fantasias que conduzem ao engano e ao fracasso. Há que terminar com a crença de que as empresas turísticas vendem sonhos e bens imateriais, pois trata-se de bens e serviços perfeitamente tangíveis  de qualidade perfeitamente tangíveis, de qualidade perfeitamente exigível e controlável.
As denominações convencionais do turismo de sol e praia, turismo passivo, turismo de desporto e aventura, cultural e de itinerários, de negócios e incentivos, e tantas outras, podem substituir-se por produtos turísticos tipificados em função das actividades incluídas no plano de deslocação de ida e volta, que podem ser monográficas ou combinações de muitas actividades diferentes, ainda que igualmente normalizados e susceptíveis da aplicação tecnológica  dos módulos produtivos, sendo assim possível contemplar todas as motivações, todas as distâncias, todas as durações temporais e todos os países.
É importante salientar algumas apreciações sobre o fenómeno turístico. Assim apresenta-mos os seguintes aspectos:
·   Riscos decorrentes de uma avaliação sumária e restrita das componentes e das vertentes desta actividade e da atitude dos responsáveis políticos e empresariais, na relação entre a oferta e os segmentos de mercado a atingir, o que é particularmente válido quando se pretende simplesmente optar entre turismo de massas e modalidades de turismo activo ou alternativo.  
·   Há também que fazer a distinção entre férias e turismo, isto porque, as férias podem ser gozadas no próprio local de residência, enquanto que o turismo só se assume quando acontece viagens para distâncias diversas, dando como exemplo a estadia mínima de 24 horas.
·   Uma viajem não significa obrigatoriamente turismo, como pode acontecer com emigrantes que se deslocam para o local de trabalho (mas não quando visitam o país de origem) e com os que o fazem por razões políticas.
·   Se nos restringirmos às implicações económicas e culturais de férias e viagens, poderemos concluir que existem sempre, em maior ou menor grau, pois as pessoas em férias, mesmo no seu lugar de residência, consomem geralmente mais do que durante o resto do ano, podem visitar museus entre outros locais de interesse turístico. Todos aqueles que viajam utilizam meios de transporte, alojamento, restauração e podem também visitar instalações de interesse cultural.
·   Subsistem pois, algumas imprecisões conceptuais, quando se explicitam, conjuntamente ou em separado, as múltiplas implicações económicas, sociais, culturais e políticas de férias, viagens e turismo.

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publicado às 15:39

Resumo da matéria - Recursos hídricos e marítimos - 10º Ano

por Mäyjo, em 28.05.09

Aqui está mais um resumo da matéria que encontrei aqui.

 

 

Geografia
 
As disponibilidades hídricas: A rede hidrográfica portuguesa
 
Rede Hidrográfica: Conjunto formado por um rio principal e por todos os cursos de água que para ele afluem.
 
Bacia Hidrográfica: É a área constituída por terras cujas águas escorrem para um rio e seus afluentes.
 
Disponibilidade Hídrica: Consiste no conjunto de recursos hídricos existentes num dado lugar.
 
Apesar de ser um país pequeno e de conter um clima predominantemente mediterrânico que faz com que haja uma grande irregularidade na precipitação, Portugal possui uma rede hidrográfica bem desenvolvida e com uma grande disponibilidade hídrica.
 
Em relação à distribuição da precipitação, existe um maior desenvolvimento na região norte e noroeste de Portugal continental.
 
Rede Hidrográfica de Portugal
 
As disponibilidades hídricas variam essencialmente devido às quantidades de precipitação, pelo que, em termos gerais, podemos dizer que existe uma diminuição no sentido norte-sul, com a passagem de rios com regimes regulares de tipo oceânico (Minho ou Douro) para rios de regime irregular ou torrencial (Guadiana), que, no período seco estival quase chegam a desaparecer, tal é a diminuição do caudal
 
Período seco estival: Período que regista uma diminuição do caudal como consequência da ausência de precipitação e do aumento da evaporação (devido ao aumento da temperatura). Em muitos casos, pode chegar mesmo a desaparecer.
 
Bacias hidrográficas (maiores):
1-Tejo
2-Douro
3-Guadiana

 


Os factores que interferem na variação dos caudais

 

A natureza da rocha ou permeabilidade da mesma
Provoca uma maior ou menor capacidade de infiltração das águas, interferindo por conseguinte, com os caudais dos cursos de água.
A vegetação
Evita uma escorrência mais forte, diminuindo assim, a probabilidade de cheias.
A acção do Homem
Obstrui linhas de água (construções desordenadas), impermeabiliza o solo (processo urbanizações) e destrói a cobertura vegetal (actividades do Homem).

 
Os tipos de vale de um curso de água
 
A interferência do relevo na variação dos caudais reside na diferença dos declives. Assim, o curso de água passa por três fases bem distintas:
 
Fase Jovem
Curso superior, o rio executa uma acção de desgaste, vale em garganta, declive acentuado.
Fase Adulta
Curso médio, o rio executa uma acção de transporte, vale mais aberto, declive diminui.
Fase Idosa
Curso inferior, o rio executa uma acção de acumulação, vale muito largo, declive quase nulo.
 
As necessidades de armazenamento das águas superficiais
 
As lagoas podem ter origens diversificadas, nomeadamente:
-glaciar (Serra da Estrela)
-fluvial (Óbidos)
-vulcânica (São Miguel)
 
Causas para a construção de albufeiras:
-produção de energia hidroeléctrica
-abastecimento de água para uso doméstico
-abastecimento de água para a actividade agrícola
-reservas hídricas
-regularização dos caudais
-aproveitamento para fins turísticos
 
Águas Subterrâneas
 
São bastante importantes pois têm mais qualidade do que a água dos rios e lagos.
 
Como se formam?
 
Têm origem na infiltração da água nas áreas de rochas porosas e de fissuras. Estas vão-ase acumulando em profundidade, formando autênticos reservatórios, denominados aquíferos.
 
Portugal apesar de não ter conhecimentos aprofundados relativos a este recurso, possui já uma produtividade aquífera assinalável.
 
Em termos económicos, representa um sector em expansão, com produções actuais de águas de mesa, minerais e termais.
 
Distribuição das águas subterrâneas
 
É bastante desigual em Portugal, devido à natureza da rocha. Assim, é na região do centro litoral (maciço calcário) que se registam os maiores aquíferos subterrâneos do país, enquanto é no norte e em todo o interior (maciço antigo, rochas duras – granito e xisto) que as reservas se apresentam menos importantes.
 
A gestão dos recursos hídricos: as actividades humanas e a quantidade e qualidade da água.
 
Actualmente, existe uma crescente contaminação dos cursos de água devido à actividade industrial e agrícola e aos esgotos domésticos, que provocam uma grande quantidade de efluentes (emissão localizada de líquidos, geralmente esgotos).
 
Actividades que estão na base da produção de efluentes que contaminam a água:
-poluição das águas subterrâneas (devido à agricultura intensiva)
-indústria (responsável por muitos dos poluentes existentes na água)
-pecuária
-actividade mineira
-produção energética
-crescimento urbano
-esgotos domésticos
 
Ultimamente, para inverter esta situação têm sido criadas Estações de tratamento de esgotos industriais e domésticos, de forma a preservar um dos maiores recursos do nosso planeta.
 
Os riscos da gestão dos recursos hídricos
 
As ETAR
 
Água residual: água procedente de usos domésticos, comerciais ou industriais, pelo que se encontra poluída.
 
As estações de tratamento de águas residuais (ETAR) têm como objectivo diminuir a quantidade de matéria poluente da água.
 
A ETAR em Portugal tem actualmente uma boa cobertura. Pensa-se que 50% das águas residuais tratadas, a produzir pelas ETAR municipais portuguesas seria suficiente para cobrir pelo menos 10% das necessidades de água para a agricultura, sem recorrer ao armazenamento sazonal.
 
O consumo racional de água na actividade industrial apresenta duas vertentes de grande importância:
-Utilização de tecnologias modernas menos exigentes em água (tecnologias secas)
-Reciclagem das suas águas residuais, com a instalação de sistemas de tratamento e de reutilização.
 
Medidas para melhor gestão dos recursos hídricos

Agricultura
Técnicas modernas de transporte de água e de irrigação que evitam grandes perdas líquidas
Transporte de água
As condutas fechadas evitam a perda de água por evaporação
Rega
A irrigação controlada permite um aproveitamento racional da água
Águas residuais
Tratamento nas ETAR
Actividades domésticas
Campanhas que visem evitar consumos de água desnecessários

 
A gestão das águas e os acordos internacionais
As medidas de controlo da qualidade das águas
 
Pode ser de diversos tipos e estendem-se a várias áreas de intervenção. Assim podem ser:
 

Nível do ambiente
Implementação das ETAR
Nível do abastecimento de água à população
Alargamento dos sistemas intermunicipais
Nível do ordenamento do território
Implementação do POA (Plano de ordenamento das bacias hidrográficas que consiste na legislação que regulamenta o ordenamento e o uso do território que se inclui numa bacia hidrográfica)
Nível da legislação
Penalização de empresas que contaminam os recursos hídrico
Nível da educação ambiental
Formações de consciência cívica

 
 
 
 
 
 
 
Os Recursos Marítimos
 
Corrente marítima: Fluxo circular de água nas grandes bacias oceânicas do mundo, produzido pelos efeitos combinados dos ventos dominantes e da rotação da terra.
 
Factores responsáveis pela diversidade das correntes marítimas:
-temperatura
-salinidade
-ventos dominantes
 
 
 
Mecanismo das marés
 
As marés são igualmente um elemento muito importante dos oceanos. Elas resultam numa subida e numa descida das águas oceânicas, devido à atracção gravitacional combinada do sol e da lua. Assim:

Marés Vivas
Verificam-se quando a atracção do sol se associa à da Lua, dando lugar a marés fortes
Marés Mortas
Verificam-se quando a atracção do sol se opõe à da Lua, dando origem a marés mortas

 
É por acção sobretudo das ondas que os oceanos constituem importantes agentes modeladores da costa litoral, uma vez que por acção das mesmas vão transformando profundamente a paisagem costeira, a abrasão marinha*:
 
*Abrasão marinha: É o processo de desgaste da superfície terrestre provocado pelo embate de fragmentos de rocha transportados pelas ondas.
 
Processo Erosivo
 
1ª Fase
Como se aproxima uma onda, o ar comprime-se pelo que a rocha rebenta abrindo fendas
 
 
2ª Fase
Qualquer zona de arriba é instável, recuando paralelamente à linha de costa. Como há o processo de recuo das arribas, não devem ser feitas construções nas mesmas
 
 
3ª Fase
 
As potencialidades do litoral
 
Factores que explicam o factor atractivo das regiões litorais:
-carácter mais suave do clima (acção amenizadora do oceano)
-recursos económicos (actividade piscatória ou extracção do sal)
-trocas comerciais (contactos com outros povos)
-turismo litoral
-aquicultura
-exploração de energias alternativas
 
A costa
 
Tipos de costa:
Alta: É escarpada e rochosa, designando-se por arriba ou falésia
 
Características
-altitudes elevadas
-grande inclinação
-o mar exerce uma elevada acção erosiva
-Podem-se formar pequenas praias de seixos ou calhaus
 
Baixa: É arenosa e baixa, designando-se por praia
 
Características
-É o resultado de milhões de anos de erosão da costa alta
-Habitualmente existem dunas
-Pouca inclinação
-Praias com areia fina
 
Arribas:
Vivas: Quando a falésia é atingida pela água do mar
Mortas: Quando as águas do mar já não as conseguem alcançar, nem mesmo durante a maré alta
 
Restinga: Banco de areia estreito que se projecta para fora de uma curva de costa (concha S. Martinho)
 
A costa portuguesa
 
No caso da costa portuguesa, esta mostra-se diversa e em constante modificação, em resultado de vários factores como:
-Natureza da rocha
-Movimentos das águas oceânicas (ondas, correntes marítimas e marés)
-Acção dos rios
-Características dos fundos marinhos
-Acção do Homem (devido às suas actividades)
 
No entanto, o tipo de rocha e a sua resistência à abrasão marinha são os factores principais que determinam as características da rocha portuguesa. Assim:
-Quando a rocha é dura do tipo granito, xisto ou calcário, predomina a costa alta, rochosa e formada por arribas.
-Quando predominam rochas brandas do tipo areia ou argila, então a costa apresenta-se baixa e arenosa (com a existência de praias).
 
Tipos particulares de rocha em Portugal
-Concha de S. Martinho do Porto
-Tômbolo de Peniche – resulta da acumulação de sedimentos decorrente do choque de duas correntes marítimas de sentido contrário
-Ria de Aveiro – resulta da acumulação de sedimentos por parte do rio Vouga, associada a um cordão arenoso (restinga) resultante da acumulação de areias em consequência da deriva norte-sul
-Ria Formosa – resulta da acumulação de sedimentos resultantes da erosão no sector ocidental que são transportados pela corrente marítima e acumulados neste local devido à pouca profundidade formando-se pequenas barras, ilhas e cordões arenosos
 
A plataforma continental
 
É formada pelo prolongamento dos continentes por debaixo dos oceanos: a composição e o tipo de rochas são idênticos aos existentes nas áreas costeiras.
 
Assume-se como um local favorável à existência de recursos piscatórios dado conjugar vários factores como:
-maior agitação das águas (maior oxigenação)
-menor teor de salinidade
-pouca profundidade (maior luminosidade que favorece o desenvolvimento do plâncton)
-riqueza em nutrientes
 
Plataforma continental portuguesa
 
É relativamente estreita, variando entre os 30 e os cerca de 60 km, apresentando a sua maior extensão ao lado do Cabo da Roca, em Cascais.
 
Nos arquipélagos, devido à sua constituição vulcânica, a extensão da plataforma continental é quase desprezível.
 
A actividade piscatória: Principais áreas de pesca
 
Importância da pesca– actividade antiquíssima; actividade económica fundamental para a alimentação humana e emprego (na exploração e nas actividades a montante e a jusante como a construção/reparação de navios de pesca, fabrico de artes e apetrechos de pesca, transformação, transporte e comercialização do pescado, bem como na administração, fiscalização, ensino e investigação pesqueira).
 
Os oceanos onde se registam mais capturas são o Atlântico e o Pacifico.
 
Maiores frotas de pesca:
-Reino Unido
-Japão
-Rússia
-Espanha
 
Actualmente pelo facto de Portugal estar inserido na UE, e de estar sujeito às politicas desta, possui uma das frotas mais pequenas dos países membros. E também tem vindo a conhecer grandes dificuldades na obtenção de licenças para pescar nestes locais.
 
Os Tipos de Pesca

Local e costeira
Realizada junto à costa e com utilização de pequenas embarcações e técnicas tradicionais
Do alto
Realizada longe da costa por períodos de cerca de oito dias, utilizando já um conjunto de técnicas modernas e embarcações maiores
De longa distância
Praticada com barcos de grande tonelagem e providos de meios bastante sofisticados como radar, sonar (para a detecção dos bancos de pesca) e processos de conservação e de transformação do pescado em mar alto (navios-fábrica)

Técnicas Utilizadas
 
Arrasto
Técnica bastante eficiente mas gravemente predatória por capturar indivíduos jovens e pôr em causa a preservação das espécies
Cerco
Utilizado na captura de cardumes superficiais de peixe
Deriva
Praticada mais próxima da costa por embarcações mais pequenas e, por isso, com reduzidas capturas
 
A Frota Portuguesa
 
Embora Portugal tenha grande tradição na pesca, está a atravessar um período de crise devido:
-à frota estar envelhecida e vocacionada apenas para a pesca costeira (mesmo apresentando alguma modernização sofre os efeitos da grande concorrência internacional)
 
Medidas para inverter esta situação
-modernização da frota (navios tecnologicamente bem apetrechados que permitem aumentar a produtividade)
-apetrechamento (navios com maior volume quem permitem a actividade pesqueira em locais mais longiquos e com maiores stocks)
-formação profissional
-qualificação da mão-de-obra
 
As infra-estruturas portuárias portuguesas
 
Necessitam de melhoramento e modernização.
 
Factores que provocam esta situação:
-pequena dimensão da plataforma continental
-grande superfície de águas profundas
-antiguidade da frota pesqueira
-baixa qualificação da mão-de-obra
-fraca modernização
 
Factores que influenciam a origem da localização de muitos portos de mar:
-A configuração da linha de costa, aproveitando locais abrigados entre arribas ou em estuários, rias ou outras águas interiores
-A direcção dos ventos, procurando locais abrigados e pouco afectados pela nortada
-Correntes marítimas
 
Principais portos de pesca:
-Olhão
-Matosinhos
-Lisboa
-Peniche
 
As lotas e a rede de conservação e refrigeração do pescado também revelam profundas carências e contribuem para as dificuldades com que este sector se debate.
 
A qualificação da mão-de-obra portuguesa
 
Causas:
-Más condições de trabalho
-Um sistema de remunerações pouco aliciante
-Insegurança
-Quebra da tradição familiar
-Outras alternativas de emprego (construção civil ou sector da hotelaria)
 
O decréscimo do número de formados em pesca deve-se a:
-irregularidade da quantidade pescada
-fraco interesse pela população activa jovem
-condições menos aliciantes de trabalho
-gradual desadequação das propostas oferecidas pelas escolas de pesca
-recessão do mercado de emprego
-instabilidade económica do sector
 
Medidas para inverter esta tendência:
-Fomentar formações iniciais mais atractivas na aquicultura
-Promover acções de formação
-Certificar competências
-Experiência de profissionais do sector para a formação
-Reconversão de activos do sector
-Formação à distância
-Criação de unidade móveis de ensino, de modo a facilitar o acesso dos activos à formação
-Estabelecimento de protocolos com escolas do ensino básico
 
Os problemas que se colocam à actividade piscatória
-A diminuição das quotas de pesca (quantidade limite de pesca para uma determinada espécie imposta à frota de um país)
-A redução da frota portuguesa
-A redução do número de activos
-A diminuição das quantidades de capturas
-A diminuição do valor do pescado e o desequilíbrio da balança comercial
 
A gestão do espaço marítimo
 
Dos perigos que afectam os oceanos, destacam-se:
-Contaminação nuclear
-Marés negras
-Subida do nível médio das águas do mar

As consequências serão:
-agravamento da erosão das praias
-salinização
-possibilidade de submersão
-poluição do mar
 
Medidas para protecção do mar
 
Podem ser tomadas em três níveis:
-internacional
-nacional
-local
 
Nível Internacional
-Promoção de conferências internacionais
-Constituição de comissões mundiais
 
Nível Nacional
-Cariz sanitário (diminuição da poluição das águas)
-Politicas de ordenamento do território
-Actividade turística (praias com bandeira azul)
-Implementação de programas de educação ambiental
 
Nível Municipal
-Existência de planos de ordenamento municipal
 
A rentabilização do litoral e dos recursos marítimos
 
Zona Económica Exclusiva (ZEE): Faixa marítima, actualmente com largura média de 200 milhas, sobre a qual os países costeiros têm os direitos de exploração, conservação e administração dos recursos.
 
Potencialidades económicas oferecidas pelo litoral
-Actividade piscatória
-Extracção de sal
-Aquicultura
-Exploração de recursos do mar
-Sector energético (energia eólica e das marés)
-Sector do turismo
 

 

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publicado às 15:30

Resumo da matéria - Recursos maritimos - 10º Ano

por Mäyjo, em 27.05.09

No seguimento do post com o resumo da matéria dos Recursos Hídricos deixo agora a continuação com o resumo dos Recursos Marítimos.

 

Tudo foi encontrado aqui.

 

 

Recursos Marítimos
 
Morfologia submarina
-      Plataforma continental – vai até cerca de 200 metros de profundidade. Constitui a área morfológica do oceano que mais influência recebe das áreas emersas (detritos minerais e orgânicos são continuamente ‘vertidos’ nela, originando uma significativa cobertura sedimentar);
-      Talude continental, área de forte declive e que efectua a transição entre a plataforma continental e as áreas mais profundas e extensas;
-      Zonas abissais;
-      Montanhas submarinas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig 1 O fundo marinho
 
 
 
 
 
 
AS POTENCIALIDADES DO LITORAL
 
Linha de Costa é a linha de contacto entre a terra e o mar, ao nível atingido pela maré mais alta, em período de calma atmosférica.
 
As paisagens litorais são dinâmicas e estão em constante alteração, devido:
 
- aos movimentos tectónicos e às variações climáticas, que se reflectem nas oscilações do nível do mar:
Em Portugal encontramos áreas litorais emersas, em resultadoda regressão marinha ( recuo das águas do mar ) – formou-se a chamada Costa de emersão.
 
 - a influência das águas oceânicas
O mar exerce uma acção modeladora na linha de costa, através de processos de desgaste (abrasão marinha), transporte e acumulação.
A abrasão marinha é resultante, fundamentalmente, da acção das ondas e marés, enquanto que o transporte e a acumulação/sedimentação.
 – O movimento contínuo da água sobre o litoral, bem como o material rochoso que o mar transporta e a compressão do ar nas fendas das rochas no momento da rebentação, vai provocando um desgaste mais ou menos acelerado da costa. Esta acção pode ser favorecida pelas correntes marítimas, pela quantidade de materiais transportados pelas ondas, pela velocidade, direcção dos ventos, dureza, coesão e estratificação das rochas.
 
Praia da Ursa Sintra
 
O Homem interfere na erosão costeira. A extracção de areias, a construção de barragens nos principais rios dada a diminuição de sedimentos que atingem o litoral, a construção de esporões, a urbanização crescente no litoral, a destruição dos sistemas dunares têm efeitos prejudiciais sobre o litoral e acentuam a erosão marinha.
 
A linha de costa de Portugal continental apresenta um traçado quase rectilíneo, pouco recortado, ou seja, com poucas reentrâncias e saliências.
O litoral português é dominado fundamentalmente por dois tipos de costa:
- Costa de arriba – é uma costa talhada em afloramentos rochosos de elevado grau de dureza. Pode ser alta, rochosa e escarpada ou igualmente rochosa mas ais baixa. Pode ser acompanhada por pequenas extensões de areia , muitas vezes só visíveis na maré baixa.
- Costa de praia – costa baixa e arenosa, frequentemente associada a sistemas dunares.
    
Fig.2 - Costa de arriba: Cabo S. Vicente        Fig. 3 Costa de Praia : Torreira
 

As Arribas em Portugal
“No Norte do país, no Minho e Douro Litoral, as arribas fósseis são talhadas em rochas granitoides do Maçiço Antigo, são altas e recuadas da linha de costa. Porém localmente esse mesmo rebordo alto e escarpado aproxima-se do mar e é batido por ele , funcionando como arriba viva. É o caso do promontório de Montedor a Sul de Afife, um dos pontos importantes da costa portuguesa, porque o seu farol é um dos centros de circunferência que, com 200 milhas de raio, limita a Zona Económica Exclusiva (ZEE). A partir dai para sul até Espinho as arribas são baixas até 5-6m de altura..
Para sul no Litoral Centro, as arribas aparecem para sul do cabo Mondego. Os cabos Mondego, Carvoeiro, Roca, Raso e Espichel são talhados em calcários duros. A Costa Vicentina (Cabo de Sines ao Cabo de S. Vicente) está talhada em rochas duras do Maciço Antigo.
A costa do Barlavento Algarvio (Cabo de S. Vicente à Quarteira) é talhada em calcários.
Na costa do Sotavento Algarvio ( Quarteira a Vila Real de Sto António as arribas recuadas , quase todas talhadas em rochas arenosas e areniticas, são, formas mortas e/ ou fossilizadas frente às quais se desenvolveram ilhotas e cordões arenosos do sistema lagunar da “ria” Formosa.
 
Praias e sistema dunares em Portugal
Cerca de 645 Km da costa continental portuguesa é constituída por praias, estreitas e rectilíneas ou em forma de enseada ( arco) ora encostadas a arribas, a cordões litorais e/ ou sistemas dunares ou ainda a paredões. 
As arribas são formas frequentes em toda a costa continental, vivas, mortas ou fósseis.

Como a acção erosiva do mar se dá essencialmente na base das arribas, a parte superior deixa de ter apoio e cai desencadeando o recuo progressivo da arriba.
A repetição continua deste processo forma uma superfície levemente inclinada para o mar denominada de plataforma de abrasão. A plataforma de abrasão fica progressivamente mais larga, devido ao recuo das arribas, por isso as ondas e as marés atingem a base com menos intensidade, sendo predominante a acção de acumulação. A partir de certa altura, o mar já não atinge a arriba e dá origem à arriba morta. Com o passar do tempo há a “colonização” pela vegetação passando a arriba fóssil.
 
 
 
 
 
Fig. 4 - Arriba Fóssil Costa da Caparica
Fig. 5 Evolução de uma arriba                                               Fig. 6 - Acção de desgaste do mar
 
Acção do mar sobre a linha de costa
 
Abrasão marinha – os materiais, como areias e fragmentos rochosos, transportados pela força dos movimentos das ondas exercem uma intensa acção erosiva.
 
Recuo da arriba
O progressivo recuo da arriba leva ao alargamento da plataforma de abrasão, que, associado à sua inclinação, faz com que as ondas atinjam a base da arriba com menor intensidade e com menor capacidade erosiva assim, a certa altura, o mar deixa de conseguir atingir a arriba surgindo arriba fóssil ou morta.
 
Costa de emersão – surge no norte litoral de Portugal dado que a área do litoral que imergiu devido ao recuo das águas do mar dando origem a pequenas reentrâncias e algumas praias. A costa apesar de ser constituída por rochas duras a linha de contacto com o mar apresenta-se predominantemente baixa.
 
Cabos e localização dos principais portos
Ao longo da costa portuguesa encontram-se alguns cabos, que constituem saliências talhadas em informações rochosas de maior resistência geralmente em áreas de costa alta e rochosa. Tal como os estuários, os cabos constituem protecções naturais que permitem a instalação de portos marítimos, abrigando-os dos ventos que sopram de oeste e de noroeste e protegendo-os das correntes marítimas superficiais de sentido norte/sul. Assim os portos portugueses localizam-se geralmente no flanco sol dos cabos.
Apesar da extensa costa portuguesa, não existem em Portugal boas condições naturais para a instalação de portos marítimos dado que a costa é pouco recortada e pouco abrigada dos ventos e muito batida pelas ondas. Por isso, originou a construção de portos artificiais, como o de Leixões, Viana do Castelo …
 
Principais acidentes de costa
 
Existem ao longo da costa alguns acidentes associados a reentrâncias e saliências.
Fig. 7 Os principais acidentes de costa
 
Os processos fluviais
Os rios debitam no mar grandes quantidades de água mas também detritos minerais e orgânicos diversos. Em rios suficientemente caudalosos e quando a força das marés não é significativo, estes materiais depositam-se no fundo da plataforma continental; em situações de menor força do rio a deposição dá-se na secção terminal do mesmo, originando o assoreamento progressivo que conduz, com frequência, à subdivisão do curso de água em vários braços – há condições para a formação de um delta; em situações intermédias, pode o rio fazer os detritos ao mar mas as ondas e as correntes promovem a fixação destes junto á costa.
 
Transgressão – subida do nível do mar, que se traduz num avanço da linha de costa sobre o continente. (opõe-se ao termo:)
Regressão – (descida do nível do mar, com o consequente recuo deste). A designação “ria” aplica-se a costas de submersão, em que o mar ocupa actualmente espaços que outrora eram vales fluviais.
 
Haff- delta de Aveiro
 
Delta – forma de desembocadura de um rio em que a carga de depósitos é significativa, ultrapassando a da remoção provocada pelas ondas e marés. Estes depósitos acumulam-se, assim, junto á foz, levando frequentemente o rio a subdividir-se em vários braços.
 
A “ria“de Aveiro resultou da regressão marinha e do assoreamento conjugado do rio Vouga e do mar numa antiga reentrância do litoral - golfo.
Os sedimentos arrancados do litoral rochoso a Norte, foram arrastados pela corrente marítima (Deriva Norte-Sul) dando origem a um cordão arenoso. À medida que este cordão se ia estendendo, foi-se construindo um outro, agora de Sul para Norte. À medida que estes cordões avançaram isolaram as águas marinhas, formando uma laguna onde o rio Vouga e alguns afluentes passaram a desaguar e depositar os aluviões dando origem a pequenas ilhotas arenosas.
O assoreamento (acumulação de sedimentos) acabou por aproximar os dois cordões, fazendo-se actualmente a comunicação entre a água da laguna e do oceano por uma barra artificial que o Homem tem constantemente de desassorear.
 
Fig. 8 Halff-delta de Aveiro
 
Concha de São Martinho
A concha de São Martinho é uma pequena baia que resultou da acumulação de sedimentos num antigo golfo cujas dimensões foram sendo reduzidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 9 Concha de S. Martinho
 
Tômbolo
 
Tômbolo de Peniche é um istmo que formou devido á acumulação de sedimentos arenosos transportados pelas correntes marítimas. Este uniu a pequena ilha ao continente.
 
Fig. 10 Tômbolo de Peniche
 
Estuários do Tejo e Sado
 
Os estuários são áreas da foz dos rios que desaguam directamente no mar e onde é importante a influência das correntes e das marés, (havendo assim uma mistura de água doce com água salgada).
 
Os estuários do Tejo e do Sado são de grandes dimensões e assumem uma grande importância no contexto nacional. A parte montante do estuário apresenta vários canais e ilhas; a jusante o estuário alarga e é rodeado de sapais, onde se situa a Reserva Natural. As suas dimensões favorecem a variedade e diversidade da fauna e da flora, apresentando condições particulares para a desova e crescimento de espécies de peixe e mariscos, habitat de aves aquáticas e outra fauna selvagem. Em termos económicos, os estuários permitem o desenvolvimento de instalações portuárias essenciais ao desenvolvimento do sector das pescas e dos transportes.
 
       
 
Fig 11 Estuário do Tejo
Lido de Faro
O Lido de Faro localizado no Sotavento Algarvio, resultou da acumulação de sedimentos que foram arrastados por uma corrente de sentido W-E, originando um conjunto de restingas e ilhotas separadas por braços de mar.
A Costa de Faro tem uma configuração diferente da Costa de Aveiro, mas em ambas as regiões foram favorecidas por factores como as reentrâncias costeiras, as correntes marítimas, as águas pouco profundas e uma costa alta, próxima. A costa de arriba tacada pela erosão forneceu grandes quantidades de detritos que as correntes e os ventos as marés foram transportando e depositaram nas águas baixas e abrigadas.
 
Fig 12 Lido de Faro
 
Plataforma Continental
 
Plataformas Continentais são superfícies pouco inclinadas que prolongam o continente sob o oceano e cuja profundidade não ultrapassa os 200 metros.
A extensão da plataforma varia entre alguns quilómetros e mais de mil e fornece cerca de 70% do total das pescas marinhas mundiais.
As plataformas continentais são, no oceano, as áreas mais sujeitas à exploração, o que faz com que devam ser bem conhecidas e bem geridas.
 
A Plataforma continental Portuguesa só em alguns locais ultrapassa os 70 Km de extensão: para Norte da Nazaré apresenta-se quase sempre paralela à linha de costa e com uma extensão variável entre os 35 Km na foz do rio Minho e mais de 60 Km no cabo Mondego; entre a Nazaré e o rio Sado forma um promontório limitado a Norte pelo canhão da Nazaré e a Sul pelos canhões do Tejo e do Sado atingindo neste promontório a extensão máxima de cerca de 70 Km.
 
Ao longo das costas do Alentejo e do Algarve a plataforma apresenta um paralelismo com a linha de costa , estreitando para cerca de 20 Km e atingindo apenas 8 Km ao largo de Santa Maria.
A plataforma continental é relativamente estreita ao longo do litoral de Portugal Continental e é quase inexistente nas Regiões Autónomas devido á origem vulcânica.
 
A grande riqueza piscatória das plataformas continentais resulta:
  • da pouca profundidade das águas, permitindo uma melhor penetração da luz, indispensável ao desenvolvimento do fitoplâncton ,
  • da grande agitação das águas, o que as torna ricas em oxigénio;
  • da afluência das águas dos continentes sobretudo dos rios, as quais transportam grandes quantidades de matéria orgânica e inorgânica;
  • da menor salinidade , devido à agitação das águas e de receberem águas continentais.
 
Correntes Marítimas
 
As correntes marítimas deslocam grandes quantidades de energia que influenciam os litorais dos continentes, quanto à precipitação, à temperação e até à quantidade de pescado.
As grandes correntes apresentam várias ramificações, quentes ou frias, conforme a latitude a que se formam.
A costa portuguesa é influenciada por uma ramificação da corrente do Golfo (deriva Norte-Sul) – corrente portuguesa.
A sudoeste do território encontramos a corrente fria das Canárias que favorece a existência de pescado.
 
·     O upwelling é o fenómeno que resulta do facto dos ventos (nortada – vento marítimo frequente na costa ocidental portuguesa que sopra do quadrante norte, especialmente no Verão) afastam as águas costeiras para o largo originando correntes ascendentes de compensação, substituindo as que foram afastadas pelo vento, que trazem águas profundas mais frias e agitadas. Este fenómeno faz também ascender à superfície grandes quantidades de nutrientes atraindo assim os cardumes.
 
 

Potencialidades do litoral
Linha de costa
Plataforma continental
Correntes marítimas
-      Costa de arriba
-      Costa de praia
-      Acção do mar sobre a linha de costa
-      Recuo das arribas
-      Acidentes do litoral
Maior quantidade e diversidade da fauna marinha
Em Portugal
Relativamente estreito no Continente
Quase inexistente nas Regiões Antónomas
Condições favoráveis à existência de pescado
Em Portugal
Correntes de Portugal
Fenómeno de upwelling de Verão
Corrente fria das canárias
Influencia a actividade piscatória
Influência na localização dos principais portos marítimos

Recursos Marítimos
 
Morfologia submarina
-      Plataforma continental – vai até cerca de 200 metros de profundidade. Constitui a área morfológica do oceano que mais influência recebe das áreas emersas (detritos minerais e orgânicos são continuamente ‘vertidos’ nela, originando uma significativa cobertura sedimentar);
-      Talude continental, área de forte declive e que efectua a transição entre a plataforma continental e as áreas mais profundas e extensas;
-      Zonas abissais;
-      Montanhas submarinas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig 1 O fundo marinho
 
 
 
 
 
 
AS POTENCIALIDADES DO LITORAL
 
Linha de Costa é a linha de contacto entre a terra e o mar, ao nível atingido pela maré mais alta, em período de calma atmosférica.
 
As paisagens litorais são dinâmicas e estão em constante alteração, devido:
 
- aos movimentos tectónicos e às variações climáticas, que se reflectem nas oscilações do nível do mar:
Em Portugal encontramos áreas litorais emersas, em resultadoda regressão marinha ( recuo das águas do mar ) – formou-se a chamada Costa de emersão.
 
 - a influência das águas oceânicas
O mar exerce uma acção modeladora na linha de costa, através de processos de desgaste (abrasão marinha), transporte e acumulação.
A abrasão marinha é resultante, fundamentalmente, da acção das ondas e marés, enquanto que o transporte e a acumulação/sedimentação.
 – O movimento contínuo da água sobre o litoral, bem como o material rochoso que o mar transporta e a compressão do ar nas fendas das rochas no momento da rebentação, vai provocando um desgaste mais ou menos acelerado da costa. Esta acção pode ser favorecida pelas correntes marítimas, pela quantidade de materiais transportados pelas ondas, pela velocidade, direcção dos ventos, dureza, coesão e estratificação das rochas.
 
Praia da Ursa Sintra
 
O Homem interfere na erosão costeira. A extracção de areias, a construção de barragens nos principais rios dada a diminuição de sedimentos que atingem o litoral, a construção de esporões, a urbanização crescente no litoral, a destruição dos sistemas dunares têm efeitos prejudiciais sobre o litoral e acentuam a erosão marinha.
 
A linha de costa de Portugal continental apresenta um traçado quase rectilíneo, pouco recortado, ou seja, com poucas reentrâncias e saliências.
O litoral português é dominado fundamentalmente por dois tipos de costa:
- Costa de arriba – é uma costa talhada em afloramentos rochosos de elevado grau de dureza. Pode ser alta, rochosa e escarpada ou igualmente rochosa mas ais baixa. Pode ser acompanhada por pequenas extensões de areia , muitas vezes só visíveis na maré baixa.
- Costa de praia – costa baixa e arenosa, frequentemente associada a sistemas dunares.
    
Fig.2 - Costa de arriba: Cabo S. Vicente        Fig. 3 Costa de Praia : Torreira
 

As Arribas em Portugal
“No Norte do país, no Minho e Douro Litoral, as arribas fósseis são talhadas em rochas granitoides do Maçiço Antigo, são altas e recuadas da linha de costa. Porém localmente esse mesmo rebordo alto e escarpado aproxima-se do mar e é batido por ele , funcionando como arriba viva. É o caso do promontório de Montedor a Sul de Afife, um dos pontos importantes da costa portuguesa, porque o seu farol é um dos centros de circunferência que, com 200 milhas de raio, limita a Zona Económica Exclusiva (ZEE). A partir dai para sul até Espinho as arribas são baixas até 5-6m de altura..
Para sul no Litoral Centro, as arribas aparecem para sul do cabo Mondego. Os cabos Mondego, Carvoeiro, Roca, Raso e Espichel são talhados em calcários duros. A Costa Vicentina (Cabo de Sines ao Cabo de S. Vicente) está talhada em rochas duras do Maciço Antigo.
A costa do Barlavento Algarvio (Cabo de S. Vicente à Quarteira) é talhada em calcários.
Na costa do Sotavento Algarvio ( Quarteira a Vila Real de Sto António as arribas recuadas , quase todas talhadas em rochas arenosas e areniticas, são, formas mortas e/ ou fossilizadas frente às quais se desenvolveram ilhotas e cordões arenosos do sistema lagunar da “ria” Formosa.
 
Praias e sistema dunares em Portugal
Cerca de 645 Km da costa continental portuguesa é constituída por praias, estreitas e rectilíneas ou em forma de enseada ( arco) ora encostadas a arribas, a cordões litorais e/ ou sistemas dunares ou ainda a paredões. 
As arribas são formas frequentes em toda a costa continental, vivas, mortas ou fósseis.

Como a acção erosiva do mar se dá essencialmente na base das arribas, a parte superior deixa de ter apoio e cai desencadeando o recuo progressivo da arriba.
A repetição continua deste processo forma uma superfície levemente inclinada para o mar denominada de plataforma de abrasão. A plataforma de abrasão fica progressivamente mais larga, devido ao recuo das arribas, por isso as ondas e as marés atingem a base com menos intensidade, sendo predominante a acção de acumulação. A partir de certa altura, o mar já não atinge a arriba e dá origem à arriba morta. Com o passar do tempo há a “colonização” pela vegetação passando a arriba fóssil.
 
 
 
 
 
Fig. 4 - Arriba Fóssil Costa da Caparica
Fig. 5 Evolução de uma arriba                                               Fig. 6 - Acção de desgaste do mar
 
Acção do mar sobre a linha de costa
 
Abrasão marinha – os materiais, como areias e fragmentos rochosos, transportados pela força dos movimentos das ondas exercem uma intensa acção erosiva.
 
Recuo da arriba
O progressivo recuo da arriba leva ao alargamento da plataforma de abrasão, que, associado à sua inclinação, faz com que as ondas atinjam a base da arriba com menor intensidade e com menor capacidade erosiva assim, a certa altura, o mar deixa de conseguir atingir a arriba surgindo arriba fóssil ou morta.
 
Costa de emersão – surge no norte litoral de Portugal dado que a área do litoral que imergiu devido ao recuo das águas do mar dando origem a pequenas reentrâncias e algumas praias. A costa apesar de ser constituída por rochas duras a linha de contacto com o mar apresenta-se predominantemente baixa.
 
Cabos e localização dos principais portos
Ao longo da costa portuguesa encontram-se alguns cabos, que constituem saliências talhadas em informações rochosas de maior resistência geralmente em áreas de costa alta e rochosa. Tal como os estuários, os cabos constituem protecções naturais que permitem a instalação de portos marítimos, abrigando-os dos ventos que sopram de oeste e de noroeste e protegendo-os das correntes marítimas superficiais de sentido norte/sul. Assim os portos portugueses localizam-se geralmente no flanco sol dos cabos.
Apesar da extensa costa portuguesa, não existem em Portugal boas condições naturais para a instalação de portos marítimos dado que a costa é pouco recortada e pouco abrigada dos ventos e muito batida pelas ondas. Por isso, originou a construção de portos artificiais, como o de Leixões, Viana do Castelo …
 
Principais acidentes de costa
 
Existem ao longo da costa alguns acidentes associados a reentrâncias e saliências.
Fig. 7 Os principais acidentes de costa
 
Os processos fluviais
Os rios debitam no mar grandes quantidades de água mas também detritos minerais e orgânicos diversos. Em rios suficientemente caudalosos e quando a força das marés não é significativo, estes materiais depositam-se no fundo da plataforma continental; em situações de menor força do rio a deposição dá-se na secção terminal do mesmo, originando o assoreamento progressivo que conduz, com frequência, à subdivisão do curso de água em vários braços – há condições para a formação de um delta; em situações intermédias, pode o rio fazer os detritos ao mar mas as ondas e as correntes promovem a fixação destes junto á costa.
 
Transgressão – subida do nível do mar, que se traduz num avanço da linha de costa sobre o continente. (opõe-se ao termo:)
Regressão – (descida do nível do mar, com o consequente recuo deste). A designação “ria” aplica-se a costas de submersão, em que o mar ocupa actualmente espaços que outrora eram vales fluviais.
 
Haff- delta de Aveiro
 
Delta – forma de desembocadura de um rio em que a carga de depósitos é significativa, ultrapassando a da remoção provocada pelas ondas e marés. Estes depósitos acumulam-se, assim, junto á foz, levando frequentemente o rio a subdividir-se em vários braços.
 
A “ria“de Aveiro resultou da regressão marinha e do assoreamento conjugado do rio Vouga e do mar numa antiga reentrância do litoral - golfo.
Os sedimentos arrancados do litoral rochoso a Norte, foram arrastados pela corrente marítima (Deriva Norte-Sul) dando origem a um cordão arenoso. À medida que este cordão se ia estendendo, foi-se construindo um outro, agora de Sul para Norte. À medida que estes cordões avançaram isolaram as águas marinhas, formando uma laguna onde o rio Vouga e alguns afluentes passaram a desaguar e depositar os aluviões dando origem a pequenas ilhotas arenosas.
O assoreamento (acumulação de sedimentos) acabou por aproximar os dois cordões, fazendo-se actualmente a comunicação entre a água da laguna e do oceano por uma barra artificial que o Homem tem constantemente de desassorear.
 
Fig. 8 Halff-delta de Aveiro
 
Concha de São Martinho
A concha de São Martinho é uma pequena baia que resultou da acumulação de sedimentos num antigo golfo cujas dimensões foram sendo reduzidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 9 Concha de S. Martinho
 
Tômbolo
 
Tômbolo de Peniche é um istmo que formou devido á acumulação de sedimentos arenosos transportados pelas correntes marítimas. Este uniu a pequena ilha ao continente.
 
Fig. 10 Tômbolo de Peniche
 
Estuários do Tejo e Sado
 
Os estuários são áreas da foz dos rios que desaguam directamente no mar e onde é importante a influência das correntes e das marés, (havendo assim uma mistura de água doce com água salgada).
 
Os estuários do Tejo e do Sado são de grandes dimensões e assumem uma grande importância no contexto nacional. A parte montante do estuário apresenta vários canais e ilhas; a jusante o estuário alarga e é rodeado de sapais, onde se situa a Reserva Natural. As suas dimensões favorecem a variedade e diversidade da fauna e da flora, apresentando condições particulares para a desova e crescimento de espécies de peixe e mariscos, habitat de aves aquáticas e outra fauna selvagem. Em termos económicos, os estuários permitem o desenvolvimento de instalações portuárias essenciais ao desenvolvimento do sector das pescas e dos transportes.
 
       
 
Fig 11 Estuário do Tejo
Lido de Faro
O Lido de Faro localizado no Sotavento Algarvio, resultou da acumulação de sedimentos que foram arrastados por uma corrente de sentido W-E, originando um conjunto de restingas e ilhotas separadas por braços de mar.
A Costa de Faro tem uma configuração diferente da Costa de Aveiro, mas em ambas as regiões foram favorecidas por factores como as reentrâncias costeiras, as correntes marítimas, as águas pouco profundas e uma costa alta, próxima. A costa de arriba tacada pela erosão forneceu grandes quantidades de detritos que as correntes e os ventos as marés foram transportando e depositaram nas águas baixas e abrigadas.
 
Fig 12 Lido de Faro
 
Plataforma Continental
 
Plataformas Continentais são superfícies pouco inclinadas que prolongam o continente sob o oceano e cuja profundidade não ultrapassa os 200 metros.
A extensão da plataforma varia entre alguns quilómetros e mais de mil e fornece cerca de 70% do total das pescas marinhas mundiais.
As plataformas continentais são, no oceano, as áreas mais sujeitas à exploração, o que faz com que devam ser bem conhecidas e bem geridas.
 
A Plataforma continental Portuguesa só em alguns locais ultrapassa os 70 Km de extensão: para Norte da Nazaré apresenta-se quase sempre paralela à linha de costa e com uma extensão variável entre os 35 Km na foz do rio Minho e mais de 60 Km no cabo Mondego; entre a Nazaré e o rio Sado forma um promontório limitado a Norte pelo canhão da Nazaré e a Sul pelos canhões do Tejo e do Sado atingindo neste promontório a extensão máxima de cerca de 70 Km.
 
Ao longo das costas do Alentejo e do Algarve a plataforma apresenta um paralelismo com a linha de costa , estreitando para cerca de 20 Km e atingindo apenas 8 Km ao largo de Santa Maria.
A plataforma continental é relativamente estreita ao longo do litoral de Portugal Continental e é quase inexistente nas Regiões Autónomas devido á origem vulcânica.
 
A grande riqueza piscatória das plataformas continentais resulta:
  • da pouca profundidade das águas, permitindo uma melhor penetração da luz, indispensável ao desenvolvimento do fitoplâncton ,
  • da grande agitação das águas, o que as torna ricas em oxigénio;
  • da afluência das águas dos continentes sobretudo dos rios, as quais transportam grandes quantidades de matéria orgânica e inorgânica;
  • da menor salinidade , devido à agitação das águas e de receberem águas continentais.
 
Correntes Marítimas
 
As correntes marítimas deslocam grandes quantidades de energia que influenciam os litorais dos continentes, quanto à precipitação, à temperação e até à quantidade de pescado.
As grandes correntes apresentam várias ramificações, quentes ou frias, conforme a latitude a que se formam.
A costa portuguesa é influenciada por uma ramificação da corrente do Golfo (deriva Norte-Sul) – corrente portuguesa.
A sudoeste do território encontramos a corrente fria das Canárias que favorece a existência de pescado.
 
·     O upwelling é o fenómeno que resulta do facto dos ventos (nortada – vento marítimo frequente na costa ocidental portuguesa que sopra do quadrante norte, especialmente no Verão) afastam as águas costeiras para o largo originando correntes ascendentes de compensação, substituindo as que foram afastadas pelo vento, que trazem águas profundas mais frias e agitadas. Este fenómeno faz também ascender à superfície grandes quantidades de nutrientes atraindo assim os cardumes.

Potencialidades do litoral
Linha de costa
Plataforma continental
Correntes marítimas
-      Costa de arriba
-      Costa de praia
-      Acção do mar sobre a linha de costa
-      Recuo das arribas
-      Acidentes do litoral
Maior quantidade e diversidade da fauna marinha
Em Portugal
Relativamente estreito no Continente
Quase inexistente nas Regiões Antónomas
Condições favoráveis à existência de pescado
Em Portugal
Correntes de Portugal
Fenómeno de upwelling de Verão
Corrente fria das canárias
Influencia a actividade piscatória
Influência na localização dos principais portos marítimos

 

 

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publicado às 10:55

Resumo da matéria - Recursos hídricos - 10º Ano

por Mäyjo, em 23.05.09

Ao navegar por este mundo que é a Net deparei-me com uns resumos da matéria que me pareceram ter algum interesse. Como sei que são muito preguiçosos para acederem a links deixo aqui o texto. 

Desconheço quem os disponibilizou, contudo se quiserem consultar na integra fica aqui.

 

As disponibilidades hídricas
 
-         De toda a água existente, apenas uma pequena parte pode ser utilizada directamente para o consumo humano, constituindo os recursos hídricos disponíveis. Estes englobam as águas superficiaisrios, lagos e albufeiras – e as águas subterrâneas, que se encontram até 800 metros de profundidade.
-         As disponibilidades hídricas, quer superficiais quer subterrâneas, dependem essencialmente das quantidades de precipitação e de evapotranspiração
 
Balanço hidrológico
 
Para que se possam avaliar os recursos hídricos renováveis é fundamental analisarem-se as várias componentes do balanço hidrológico.
-         Precipitação : representa os “ganhos” de água que irão alimentar o escoamento superficial e a infiltração;
-         Evapotranspiração – representa as “perdas” de água para a atmosfera a partir da evaporação da águas dos rios, lagos, albufeiras e solo e da transpiração das plantas.

Bacia hidrográfica – área drenada por um curso de água ou por um sistema interligado de cursos de água
Rede hidrográfica – sistema constituído pelo rio principal e seus afluentes e subafluentes.
(distinção) : rede hidrográfica é constituída pelo rio principal e pelos seus tributários, bacia hidrográfica é toda a área drenada que recebe a influência desses rios.
 
 

 
 
 
 
 
 


 

Perguntas:
  1. Caracteriza o regime dos rios de Portugal Continental. Justifica a resposta.
Os rios portugueses apresentam um regime que depende essencialmente da variação temporal da precipitação e acompanha, de perto, os contrastes regionais na distribuição das chuvas, ou seja, o comportamento dos rios é muito irregular, com uma estiagem (acentuada redução do escoamento <25% do caudal médio) mais ou menos prolongada provocada pela existência de uma estação quente e seca e com caudais de cheia que podem atingir valores surpreendentes.
As bacias hidrográficas do noroeste (Minho, Lima e Cávado), são muito produtivos, com escoamento mais regular e uma estiagem que, em média, dura três meses. As bacias do sul (Sado, Guadiana, Mira e Ribeiras do Algarve) são as menos produtivas, apresentam uma grande irregularidade de escoamento e uma estiagem mais severa que pode durar até seis meses.
Na ilha da madeira, a rede hidrográfica apresenta uma distribuição radial: as primeiras ribeiras nascem na parte central, correm em todas as direcções e desaguam no mar. A exiguidade das bacias hidrográficas, aliadas aos grandes desníveis e fortes declives gerais, marcam a extrema irregularidade e cheias muito repentinas no seu regime hidrológico.
Nos Açores, as bacias hidrográficas, em consequência da dimensão territorial do arquipélago, são de pequena extensão que, juntamente com o declive das vertentes e a desflorestação de vastas áreas contribuem para o regime torrencial das ribeiras, havendo um elevado risco de cheias.
 
  1. Explica a seguinte afirmação: “No norte os rios apresentam um caudal mais elevado e o seu regime caracteriza-se pela ocorrência de cheias”
O norte de Portugal apresenta maior densidade de cursos de água e estes envolvem maiores volumes de escoamento. As condições climáticas do local influencia a abundância de água numa determinada bacia hidrográfica.
 
  1. Relaciona a ocorrência de cheias com as estações de ano.
Na Primavera e no Verão, ocorre menos cheias, pois é um período mais seco e quente, menos propício às chuvas. No Outono ou no inverno, a estiagem é menor e há mais cheias, pois é um período mais húmido e frio com ocorrência de chuvas a longo prazo.
 
Rios de Portugal
 

Conceito
Definição
Regime
Variação do caudal do rio ao longo do ano.
Rápidos ou cataratas
Secção rochosa de um rio onde as águas correm a grande velocidade.
Caudal
Volume de água que passa numa secção do rio durante uma unidade de tempo.
Erosão
Acção de desgaste, transporte e acumulação exercida por um rio.
Leito
Zona por onde ocorre um rio.
Foz
Secção onde o rio desagua

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A acção do Homem sobre os recursos de água
 
Construção de barragens – na época do ano em que os valores da precipitação são muito elevados e permite a retenção de água nas albufeiras visando atenuar a ocorrência de cheias. No período de Verão quando a precipitação é escassa impede que o leito seque completamente possibilitando a manutenção de um escoamento mínimo.
 
* A acção do Homem pode ser negativa intensificando as consequências das cheias.
-         Constrói edifícios sobre as linhas de água, impede a infiltração de água do solo através, por exemplo, das pavimentações das ruas, destrói a cobertura vegetal, aumentando o escoamento superficial.
 
 
Aspectos positivos da construção de barragens:
·       Garantem o armazenamento de água em albufeiras;
·       Podem ser utilizadas na produção de energia hidroeléctrica;
·       Minimizam as inundações;
·       Garantem o caudal ecológico;
·       Garantem o abastecimento de águas às populações;
·       Permitem uma regularização do caudal;
·       Minimizam os problemas de escassez de água
 
Aspectos negativos da construção de barragens:
·       São obras muito dispendiosas;
·       Podem provocar a inundação de terrenos agrícolas;
·       Podem provocar a submersão de aldeias;
·       Provocam alterações na fauna e na flora ribeirinhas fluviais;
·       Geram deterioração da qualidade da água.
 
 
Recursos Hídricos subterrâneos
 
As águas subterrâneas resultam da infiltração da água proveniente:
-         Da precipitação;
-         Dos cursos de água, lagos e albufeiras;
-         Da rega;
-         Das águas residuais urbanas.
 
·       A precipitação que ocorre sobre a superfície infiltra-se parcialmente ou na totalidade, no solo, até atingir uma camada impermeável, quer pela acção da gravidade, quer pela capilaridade, dando origem à formação dos aquíferos. A existência de aquíferos, as suas características e dimensões estão directamente relacionadas com o grau de maior ou menor permeabilidade da rocha.
 
·       Os aquíferos são importante reservatórios de água subterrânea que, em relação à água superficial tem a vantagem de :
-      Estarem mais protegidas da poluição (melhor qualidade da água);
-      Não se reduzirem devido à deposição de detritos;
-      Não estão sujeitos à evaporação;
-      Não exigem encargos de conservação.
 
Os usos e a gestão dos recursos hídricos
 
A agricultura é ainda o grande consumidor de água subterrânea, essa elevada utilização de água deve-se á actividade agrícola de regadio. Esta coloca problemas sobre estes recursos, como a contaminação dos aquíferos devido ao regadio estar associada à grande utilização de adubos e ainda devido a mais de 80% da área de regadio é de natureza privada.
 
 
 
 

PROBLEMAS NA UTILIZAÇÃO DA ÁGUA
Consumo excessivo
Diminuição das reservas
Poluição
Salinização
Alterações climáticas
Desflorestação
Efluentes
·       Domésticos
·       Industriais
·       Agro-pecuários
 
Eutrofização*
*enriquecimento excessivo da água em matérias nutritivas. Geram a absorção exagerada de oxigénio e a consequente asfixia desse meio aquático.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As disponibilidades hídricas
 
 


 

            Inventariadas como                                                                            Na
                          
                                                                                              Utilização dos recursos hídricos
          Águas                   Águas                                          
      Subterrâneas          Superficiais
                                                                                                             Evidenciam-se
 
Apresentam em Portugal uma                                                    problemas na utilização
 


 

                                                                                           Ao nível
Irregularidade na distribuição                                                   
                                                                                        Quantidade                        Qualidade
Acrescida na dependência das                                                
                                                                                   Passa pela                                Passa pela                                                
                                                                                  racionalização                          protecção e
                                                                                   dos recursos                              controlo
 
     Bacias hidrográficas                                            Garantir o                         Drenar e tratar                      
      Luso-espanholas                                                     abastecimento                 as águas residuais
 
                                                                            Utilizar a água                          Controlar a
                                                                              com maior eficiência              qualidade da água
 
 
 Implicam a reflexão sobre a gestão dos recursos hídricos
 
 


 

          Planear a utilização da água                                                 Potencializar os recursos
 
                    Integração na                                                                         actividades de
               política-comunitária                                                                   recreio e lazer
 


 

            protecção e conservação e                                                      navegação turística
          comercial dos meios hídricos
                                                                                                     actividades biogenéticas
            cooperação luso-espanhola
                                                                                                  extracção de inertes
A gestão dos recursos hídricos é um processo complexo, que implica um planeamento cuidadoso e uma coordenação de esforços a nível local, nacional e internacional.
 
·       Plano Nacional da água (PNA) – Foram criadas 10 regiões Hidrológicas
·       Planos da Bacia Hidrográfica (PBH)
 
Estes planos são instrumentos de planeamento que permitirão:
·       Melhor conhecimento das disponibilidades e potencialidades hídricas;
·       Melhor distribuição e utilização da água;
·       Protecção, conservação e requalificação dos recursos hídricos;
·       Estabelecimento de um quadro estável de relacionamento com Espanha;
·       Gestão dos recursos hídricos em articulação com os restantes sectores de ordenamento do território.
 
A importância das albufeiras origina a elaboração de planos específicos:
-      Planos de Ordenamento das Albufeiras de Águas Públicas (POAAP). Estes compreendem uma área na qual se integra o plano de água e a zona envolvente de protecção.

 

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